A partir de meados dos anos 70 aconteceu um fenômeno interessante: Deus entrou na moda. Para os jovens, era "bárbaro" (o maior barato) fazer parte dos famosos "encontros de jovens", ondem eram apresentados a um Jesus um tanto conceitual e aconselhados a obedecerem aos pais, estudarem, serem bons estudantes, etc. Depois dos encontros, formavam-se grupos de estudo que acabavam por extinguir-se ou tornarem-se grupos sociais. Estes grupos de jovens, graças a Deus, geraram bons frutos para a Igreja. A maioria dos participantes, entretanto, estava inserida nos grupos pelo modismo, pelas amizades porque era "gostoso". Estes acabaram por se afastar, pois não encontraram o Deus Verdadeiro, coerente, vivo, real, consistente e assim acabaram por não descobrir o valor da Igreja, da oração, do serviço ao Reino.
O "deus da moda" perdura até hoje nos programas de TV, cuja apresentadora traz um terço enrolado no pulso ou fala de Deus, ou ainda apresenta músicas de pseudo-evangelização. O "deus da moda" de hoje é um deus "água com açúcar", forjado a partir da idéia de cada um a serviço de um pseudo-cristianismo onde não existe cruz. O "deus da moda", hoje em dia, é o deus que serve de pretexto para que seja feita a "minha" vontade, que justifica as "minhas" escolhas e decisões, que resolve os meus problemas e ouve minas promessas. Ele convive com a injustiça, com a ganância, com a avareza, com a competência profissional e pessoal, com o divórcio, com o aborto, a eutanásia, a inseminação artificial, o prazer a qualquer custo. No entanto, não convive de jeito nenhum com o sacrifício, a renúncia exigida pelo amor verdadeiro, com o sofrimento. "O sofrimento não é de Deus", afirma-se com tranqüilidade, esquecendo-se da Cruz de Jesus... Hoje, o "deus da moda" é apenas um nome que se aplica ao homem que quer dominar sua própria vida e repete assim o velho pecado original de desejar "ser como deus"(cf. Gen 3). No conceito do "deus da moda", hoje, deus é feito à medida de cada um, o homem é o deus do homem! Ora, não há mais anti-cristão do que este conceito egoísta que levou a humanidade inteira ao pecado.
Com este deus imaginário, convive, felizmente, o "Deus fora da moda", o Deus Verdadeiro, da Palavra, da Igreja, dos mártires. Este Deus, Trindade Santa, Pai, Filho, Espírito Santo, é o Deus que se fez homem para que o homem voltasse a ter intimidade com o Deus Salvador. É o Deus que ressuscitou, mas antes passou pela cruz. É o Deus da Divina Providência, que cuida de nossa santificação ensinando-nos a amar. É o Deus Amor, que ensinou com a própria vida que amor supõe renúncia a si mesmo, sacrifício pelo bem do outro, opção radical pela Verdade do Evangelho, entrega total nas mãos do Pai. É o Deus que tomou sua cruz, morreu por você, ressuscitou por você e por você vive. É o Deus eterno que abriu ao homem o céu, a eternidade, a ressurreição para que este homem, filho amado, vivesse com Ele, em corpo ressuscitado e alma, para sempre, eternamente.
Muitos jovens, a partir dos meados dos anos 80, têm encontrado este Deus Verdadeiro. Muitos têm sido atraídos, fascinados por este Deus de verdade e de coragem, de amor e renúncia, de alegria e ressurreição. Muitos jovens têm tido uma experiência pessoal com Jesus ressuscitado que deu sentido a toda a sua vida. No entanto, este não é o passo final. é preciso praticar corajosamente a "violência de coração" para que o encontro inicial se transforme em alegria e intimidade eternas.
sábado, 6 de setembro de 2008
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1 comentários:
muito bom texto...Era o que eu precisava ouvir para confortar minha alma pois me sentia estranha diante das outras pessoas ao falar de Deus, por o Deus deles era o da moda e o meu não...
Agora posso falar abertamente do Deus verdadeiro sem medo, pois o conheço através da palvra e ele me encoraja a não ter medo de pregar o evangelho de Cristo que vivo está...
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